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O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade

Autoria: Instituto Ethos, Akatu e GfK

Público: A pesquisa ouviu 800 mulheres e homens, com idade igual ou superior a 16 anos, de todas as classes sociais e regiões geográficas do país, nas regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, bem como em Goiânia, Manaus e noDistrito Federal.

Resumo: A publicação integra a série sobre responsabilidade social e se soma à pesquisa “Práticas e Perspectivas da RSE no Brasil”. Analisa atitudes e comportamentos dos brasileiro frente ao Consumo Consciente, bem como percepções e expectativas sobre a responsabilidade social empresarial.

Destaques:

O percentual de consumidores conscientes manteve-se em 5%, o que, considerando-se o aumento populacional, significa um crescimento de cerca de 500 mil consumidores aderindo a valores e comportamentos mais sustentáveis. (pág. 51)

Constatou-se um crescimento (de 25% para 37% do total) do segmento de consumidores mais distantes desses valores e comportamentos – o grupo chamado de “indiferente”. (pág. 51)

Metade da população estudada (49%) está desconectada do debate da sustentabilidade, qualquer que seja a chave de entrada para ele – ecologia, meio ambiente, sustentabilidade ou RSE. Se forem somados a esse grupo os 11% que estão apenas interessados no tema, chega-se a 60% de baixo envolvimento com esse debate. (pág. 22)
 
A renda média anual do brasileiro, que era de R$ 6.800,00 em 2000, deve chegar, segundo projeções, a R$ 17.500,00 no final de 2010. Isso representa um ganho real de cerca de 30% nesta década, descontada a inflação. (pág. 09)

Entre os “mais conscientes”, estão praticamente 1 em cada 3 consumidores. Este é um grupo mais aguerrido, especialmente na internet, onde busca ativamente informações sobre RSE e sustentabilidade, e ainda é ativo em influenciar os outros. Esse grupo tem também um poder potencialmente importante para influenciar tanto empresas como outros consumidores. (pág. 34)

56% dos consumidores nunca ouviram falar em “sustentabilidade”. No grupo que afirma conhecer o termo “sustentabilidade”, há problemas com sua definição. Uma parcela significativa (21% dos que dizem conhecer o termo, ou 9% do total) não consegue dar nenhuma definição para ele. Outra parcela (19% do total) apresenta uma compreensão incorreta de sustentabilidade, ligada principalmente a autossustento – “ter renda para sustentar a família”, “sustentar a família” ou “se sustentar sozinho”. (pág. 30)

Confira o estudo na íntegra.

Edelman 2010 goodpurpose® Study

Autoria: Edelman

Ano: 2010

Pesquisa global

Público: aproximadamente 7.000 consumidores de 13 países, entre 18 e 64 anos

Resumo: essa pesquisa ouviu consumidores de vários países sobre seu comprometimento pessoal com questões sociais e suas expectativas em relação às empresas e marcas quanto ao engajamento com esses temas. Reforça que o marketing relacionado a causas deve evoluir para uma posição em que o propósito esteja 100% integrado a estratégia de negócio.

Destaques:

1) 86% dos consumidores, em âmbito mundial, acreditam que o interesse do negócio das empresas deve ser proporcional ao interesse da sociedade. (pág. 3) 

2) 8 em cada 10 consumidores na Índia, China, México e Brasil esperam que as marcas doem um percentual de seus lucros a uma causa. (pág. 13)

3) 71% dos consumidores globais acreditam que projetos para proteger o meio ambiente podem ajudar o crescimento da economia.  (pág. 24)

4) 62% apoiariam legislações que exigissem do governo financiar parcerias entre organizações públicas e privadas para proteger o meio ambiente. (pág. 26)

5) 64% apoiariam legislações que exigissem das corporações se adequar a determinados padrões ambientais mesmo se isso impactasse os lucros dessas organizações. (pág. 26)

Confira o estudo na íntegra.

2010 Cone Cause Evolution Study

Autoria: Cone

Ano: 2010

Local: Estados Unidos

Público: Amostra demográfica representativa dos EUA: 1.057 adultos, compreendendo 512 homens e 545 mulheres a partir de 18 anos.

Resumo: A pesquisa analisa a aceitação dos americanos ao marketing relacionado a causas em diferentes grupos: mães, jovens, empregados, entre outros. Também revela como o MRC pode ajudar na construção das marcas.

Destaques:

1) Cerca de um terço dos americanos apresentou expectativas mais altas de as companhias apoiarem causas durante o período da recessão. 31% deles (contra 26% em 2008) disseram que no período de crise é ainda mais importante apoiar necessidades ambientais e sociais. (pág. 3) 

2) 41% dos americanos declararam ter comprado um produto porque estava associado a causas no ano passado, o dobro quando comparado a 1993, primeiro ano de realização da pesquisa (20%). (pág. 6)

3) Aproximadamente dois terços (61%) acham que as companhias não oferecem detalhes suficientes sobre seus esforços, incluindo a quantidade de recursos doados e a duração das promoções. Essa lacuna pode explicar porque mais da metade (53%) dos americanos acredita que o marketing de causas corporativo deveria ser regulado. (pág. 24)

Confira o estudo na íntegra.

Como e por que os brasileiros praticam o consumo consciente?

Autoria: Instituto Akatu + Faber Castell + Market Analysis

Local: Brasil

Ano: 2006

Público: Consumidores -  das classe sociais ABC, e principais cidades brasileiras

Resumo: A pesquisa revela o estágio em que se encontra o consumidor brasileiro rumo ao consumo consciente e permite expandir a compreensão sobre seu comportamento, e como intervir de forma efetiva na agenda de consumo da sociedade brasileira.

Destaques:

1) O consumo consciente não é uma exclusividade dos mais ricos e instruídos (pg. 20 – gráfico 5)

2) Tanto a população em geral (58%) como os consumidores mais conscientes (59%) atrelam o fator renda ao exercício do consumo consciente. (pg.33)

3) O consumidor brasileiro adere aos comportamentos de eficiência, em que os benefícios recaem diretamente e a curto prazo sobre o próprio indivíduo.(pg.40 – gráfico18) O consumidor brasileiro adere aos comportamentos de eficiência, em que osbenefícios recaem diretamente e a curto prazo sobre o próprio indivíduo.(pg.40 – gráfico18)

4)Quatro em cada dez brasileiros estão dispostos a pagar mais caro por produtos que não agridam o meio ambiente.”(pg.61 – gráfico36). Quatro em cada dez brasileiros estão dispostos a pagar mais caro por produtos quenão agridam o meio ambiente.”(pg.61 – grafico36)

Leia aqui.

Por:
Margareth Goldenberg
Tags:
consumo conscienteempresas

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