A densidade demográfica em pontos especÃficos do globo não deixa dúvida: o homem, por escolha, optou por áreas urbanas. É lá que estão as melhores oportunidades de emprego, saúde, cultura e lazer – e os maiores problemas. O desafio do momento é transformar esses grandes centros em locais sustentáveis e agradáveis de viver.
Os problemas de um habitante de São Paulo são diferentes dos enfrentados por um morador de Londres. Nos paÃses desenvolvidos, o desafio é encontrar fontes de energia alternativas para substituir os combustÃveis fósseis. Na esfera social, inquieta o crescimento de periferias formadas por imigrantes ilegais. Nos paÃses em desenvolvimento, as questões são mais básicas. “Aqui, precisamos discutir o destino do lixo e do esgoto domésticos e a qualidade do transporte público. Também temos de debater a falta de áreas verdes e a questão das moradias em locais irregulares”, diz Pedro Jacobi, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Lá ou cá, o objetivo é o mesmo. “Na construção de cidades sustentáveis, colocamos centralmente o resgate de melhores condições de vida prejudicadas pelo crescimento desordenado”, diz Marta Romero, urbanista e professora da Universidade de BrasÃlia (UnB).
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