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Da neurociência às práticas sustentáveis: incorporando valores à educação e à sustentabilidade

“A responsabilidade moral é a mais pessoal e inalienável das posses humanas, e o mais precioso dos direitos humanos. Não pode ser eliminada, partilhada, cedida, penhorada ou depositada em custódia segura.”, Zygmunt Bauman

Por Regina Migliori*

Quão diferente seria o mundo se nosso cérebro ético fosse mais evoluído? Recentes pesquisas da neurociência nos permitem fazer uma aproximação com as questões da educação e da sustentabilidade.

Neurocientistas vêm identificando no cérebro humano, uma região destinada ao processamento de valores. Esta notícia revoluciona o entendimento sobre ética e moralidade. Esta pauta deixa de ser exclusivamente filosófica, política, pedagógica ou comportamental, e se amplia para incluir a dinâmica neurofisiológica.

Estamos longe de solucionar os mistérios da relação cérebro/mente/consciência, mas sabemos um pouco mais, e isso pode nos auxiliar nos desafios da sustentabilidade.

Estas evidências reabrem o debate sobre a natureza humana: ficou difícil sustentar a afirmação de que não há em nós um potencial ético natural. Passa-se a falar em uma inteligência ética. Se reconhecida como um potencial humano, então pode ser desenvolvida.

Lideranças, comunicadores, educadores, profissionais de RH, precisam se render a essas evidências, e rever as formas como vêm tentando estimular o compromisso com causas, projetos e ações junto às pessoas com quem se relacionam.

Em outras regiões do cérebro, identificam-se comportamentos automáticos, como um reflexo, ou impulsos interiores – estados motivacionais, que resultam em comportamentos motivados. Entre eles, há aqueles provocados por forças fisiológicas bem definidas, como a regulação da temperatura, fome ou sede. O atendimento a estes estados motivacionais têm uma dimensão biológica, mas em grande parte, o que nos move é a pura busca do prazer.

Cuidado! Estamos entrando no território minado do neuromarketing. Seus limites morais são tênues. Bombas antiéticas podem explodir sem aviso prévio.

A neurociência pode nos auxiliar nessas respostas. Demonstrações de neuroimagem apresentam evidências objetivas sobre estes comportamentos, e podem compor indicadores de desenvolvimento.

Voltando ao cérebro ético, também é aí que processamos a responsabilidade pelo futuro. A região do cérebro frontal é a responsável pelos comportamentos que encerram um fator de expectativa, que dependem de apreciação sobre ocorrências e eventos em pontos distintos do futuro. Podemos dizer que ser sustentável depende muito desta capacidade.

Sustentabilidade vem sendo compreendida como uma noção sistêmica, em que ações precisam ser executadas sob a ótica dos impactos atuais e futuros. Neste sentido, um dos maiores desafios tem sido o “pensar sustentável”. Temos sido pouco competentes em aliar expectativas, ações e impactos presentes e futuros de forma simultânea. Ou seja, precisamos aprender a conceber conceitos, tecnologias, métodos, planos, ações suficientemente eficazes e benéficas no presente e no futuro.
Integrar pensamento sistêmico à perspectiva ética continua sendo desafiador.

Temos o potencial inteligente e ético para lidar com estes desafios. Mas precisamos desenvolvê-los. Não será repetindo modelos que o faremos.
*Regina Migliori é educadora, advogada, escritora. É diretora-presidente do Instituto Migliori. Este artigo foi publicado originalmente no site do Instituto Migliori.

Desafios urbanos e as mudanças climáticas

Autoria: CEBDS  +  Market Analysis

Ano: 2010

Local: Brasil

Público: Adultos, de 18 a 69 anos, das classes sociais ABC, e Formadores de Opinião, do Rio de Janeiro

Resumo: A pesquisa investiga os caminhos que levem a uma melhor gestão do combate às causas das mudanças climáticas e dos problemas ambientais. Tem como objetivo sensibilizar  as empresas sobre a necessidade de adotar formas menos poluidoras de fabricar seus produtos ou serviços.

Destaques:

1) 85% acredita que a qualidade de vida estará pior devido a mudanças climáticas (pg.6 – evolução dos problemas)

2) A pesar das críticas, 43% acreditam que o governo continua sendo o agente com melhor competência e responsabilidade para lidar com o aquecimento global (pg.10)

3) 90% do publico em geral e 98% dos formadores de opiniãodefendem a  necessidade das empresas adotar formas menos poluidoras de fabricar seus produtos ou serviços. (pg 15 – caminhos de solução)

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Por:
Margareth Goldenberg
Tags:
empresasimpactomeio ambienteprodutossustentabilidade

Interatividade

Greenwashing no Brasil – Apelos Ambientais nos Rótulos dos Produtos

Autoria: Market Analysis

Ano: 2010

Local: Brasil

Público: Pontos de Venda, de diversos setores e categorias, em Florianópolis

Resumo: A pesquisa avalia os rótulos e etiquetas dos produtos quanto aos compromissos tangíveis e transparentes com o meio ambiente, e em relação a não induzir o consumidor a falsas conclusões sobre o produto. Tem como objetivo orientar fabricantes e varejistas a evitar os “pecados” da rotulagem ambiental.

Destaques:

1) apenas 20% do conteúdo dos anúncios mostram de fato os resultados obtidos com suas ações e o investimento realizado.(pg.5 – gráfico2)

2) No Brasil, entre todos os produtos verificados, 90% destes cometeram pelo menos um dos sete pecados da rotulagem ambiental.(pg.13)

3) Pecado da Incerteza é o mais cometido entre os produtos brasileiros, correspondendo a 46% de todos os pecados cometidos e percebido em 55% de todos os produtos verificados que contém apelos ecológicos.(pg.20 – gráfico 8)

4) nos últimos 4 anos a proporção de brasileiros que premiam corporações por seus comportamentos socialmente e ambientalmente mais responsáveis subiu de 12% para 22% (pg.33 – gráfico 17)

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Estado do Mundo, 2010: transformando culturas – Do Consumo à Sustentabilidade

Autoria: Worldwatch Institute – Instituto Akatu

Ano: 2010

Local: Global

Público: Consolidação e análise de artigos, estudos, e entrevistas

Resumo: O relatório consolida pesquisas e dados em relação ao cumprimento das metas do milênio, além de também propor uma mudança imediata, em favor de uma vida mais saudável, ambiental e socialmente responsável, rumo a um mundo sustentável. Propõe uma mudança na cultura do consumo através de uma equação capaz de frear o consumismo concentrado e impulsionar o quanto antes o consumo sustentável.

Destaques:

1) Ao se considerar como as sociedades podem ser colocadas em caminhos que levem a um futuro sustentável, é importante reconhecer que os comportamentos humanos cruciais para as identidades culturais e sistemas econômicos modernos não são escolhas que estão totalmente sob o controle dos consumidores. Eles são sistematicamente reforçados por um paradigma cultural cada vez mais dominante: consumismo. Pg7

2) Empresas de cunho social estão desafiando a premissa de que o lucro é a principal ou mesmo a única finalidade dos negócios (pg18)

3) 62% das pessoas sentem que é adequado que líderes religiosos falem sobre questões ambientais, o que aponta para uma maior amplitude do ativismo religioso. pg 24

4) Se conseguirmos fazer uso da educação, ela será uma ferramenta poderosa para criar sociedades sustentáveis pg57

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Por:
Margareth Goldenberg
Tags:
consumoculturasustentabilidadevida saudável

Interatividade

Consumidor Ambiental 2009

Autoria: Cone + Building Brand Trust

Ano: 2009

Local: EUA

Público: Consumidores, acima dos 18 anos, ambos os gêneros

Resumo: A pesquisa avalia a postura do consumidor em relação as praticas ambientalmente responsáveis das empresas, em especial, em momentos de recessão na economia.

Destaques:

1) 70%  dos pesquisados indicam que  estão prestando atenção ao que as empresas estão fazendo no que diz respeito ao meio ambiente, mesmo que  não possam  comprar neste momento. (pg1)

2) 95% acreditam que as empresas deveriam comunicar seus compromissos ambientais durante todo o ano e não apenas em datas especificas. (pg2)

3) 71% dos pesquisados indicam que o fato de estarem menos propensos a comprar produtos ambientais hoje, é decorrente da queda do poder aquisitivo e do alto custo destes produtos. (pg2)

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Por:
Margareth Goldenberg
Tags:
ambienteconsumidorsustentabilidade

Interatividade