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A densidade demográfica nas megalópoles vai aumentar?

A densidade demográfica em pontos específicos do globo não deixa dúvida: o homem, por escolha, optou por áreas urbanas. É lá que estão as melhores oportunidades de emprego, saúde, cultura e lazer – e os maiores problemas. O desafio do momento é transformar esses grandes centros em locais sustentáveis e agradáveis de viver.

Os problemas de um habitante de São Paulo são diferentes dos enfrentados por um morador de Londres. Nos países desenvolvidos, o desafio é encontrar fontes de energia alternativas para substituir os combustíveis fósseis. Na esfera social, inquieta o crescimento de periferias formadas por imigrantes ilegais. Nos países em desenvolvimento, as questões são mais básicas. “Aqui, precisamos discutir o destino do lixo e do esgoto domésticos e a qualidade do transporte público. Também temos de debater a falta de áreas verdes e a questão das moradias em locais irregulares”, diz Pedro Jacobi, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Lá ou cá, o objetivo é o mesmo. “Na construção de cidades sustentáveis, colocamos centralmente o resgate de melhores condições de vida prejudicadas pelo crescimento desordenado”, diz Marta Romero, urbanista e professora da Universidade de Brasília (UnB).

Fonte: www.planetasustentavel.com.br

Por:
Camille
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densidade demográficaLondrespaíses desenvolvidosSão PauloThink&LoveUNBUSP

Interatividade

Da neurociência às práticas sustentáveis: incorporando valores à educação e à sustentabilidade

“A responsabilidade moral é a mais pessoal e inalienável das posses humanas, e o mais precioso dos direitos humanos. Não pode ser eliminada, partilhada, cedida, penhorada ou depositada em custódia segura.”, Zygmunt Bauman

Por Regina Migliori*

Quão diferente seria o mundo se nosso cérebro ético fosse mais evoluído? Recentes pesquisas da neurociência nos permitem fazer uma aproximação com as questões da educação e da sustentabilidade.

Neurocientistas vêm identificando no cérebro humano, uma região destinada ao processamento de valores. Esta notícia revoluciona o entendimento sobre ética e moralidade. Esta pauta deixa de ser exclusivamente filosófica, política, pedagógica ou comportamental, e se amplia para incluir a dinâmica neurofisiológica.

Estamos longe de solucionar os mistérios da relação cérebro/mente/consciência, mas sabemos um pouco mais, e isso pode nos auxiliar nos desafios da sustentabilidade.

Estas evidências reabrem o debate sobre a natureza humana: ficou difícil sustentar a afirmação de que não há em nós um potencial ético natural. Passa-se a falar em uma inteligência ética. Se reconhecida como um potencial humano, então pode ser desenvolvida.

Lideranças, comunicadores, educadores, profissionais de RH, precisam se render a essas evidências, e rever as formas como vêm tentando estimular o compromisso com causas, projetos e ações junto às pessoas com quem se relacionam.

Em outras regiões do cérebro, identificam-se comportamentos automáticos, como um reflexo, ou impulsos interiores – estados motivacionais, que resultam em comportamentos motivados. Entre eles, há aqueles provocados por forças fisiológicas bem definidas, como a regulação da temperatura, fome ou sede. O atendimento a estes estados motivacionais têm uma dimensão biológica, mas em grande parte, o que nos move é a pura busca do prazer.

Cuidado! Estamos entrando no território minado do neuromarketing. Seus limites morais são tênues. Bombas antiéticas podem explodir sem aviso prévio.

A neurociência pode nos auxiliar nessas respostas. Demonstrações de neuroimagem apresentam evidências objetivas sobre estes comportamentos, e podem compor indicadores de desenvolvimento.

Voltando ao cérebro ético, também é aí que processamos a responsabilidade pelo futuro. A região do cérebro frontal é a responsável pelos comportamentos que encerram um fator de expectativa, que dependem de apreciação sobre ocorrências e eventos em pontos distintos do futuro. Podemos dizer que ser sustentável depende muito desta capacidade.

Sustentabilidade vem sendo compreendida como uma noção sistêmica, em que ações precisam ser executadas sob a ótica dos impactos atuais e futuros. Neste sentido, um dos maiores desafios tem sido o “pensar sustentável”. Temos sido pouco competentes em aliar expectativas, ações e impactos presentes e futuros de forma simultânea. Ou seja, precisamos aprender a conceber conceitos, tecnologias, métodos, planos, ações suficientemente eficazes e benéficas no presente e no futuro.
Integrar pensamento sistêmico à perspectiva ética continua sendo desafiador.

Temos o potencial inteligente e ético para lidar com estes desafios. Mas precisamos desenvolvê-los. Não será repetindo modelos que o faremos.
*Regina Migliori é educadora, advogada, escritora. É diretora-presidente do Instituto Migliori. Este artigo foi publicado originalmente no site do Instituto Migliori.

Pesquisa global sobre doações aponta que um quarto de brasileiros doa dinheiro para organizações sociais

O World Giving Index, o estudo mais abrangente já realizado sobre doação no mundo, publicado hoje pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e Charities Aid Foundation (CAF), aponta que um quarto dos brasileiros doou dinheiro para as organizações sociais no último mês.

O estudo utilizou uma pesquisa feita pela Gallup sobre o comportamento de indivíduos em relação a doações em 153 países, cobrindo 95% da população global, para medir três diferentes tipos de comportamento – doações em dinheiro para organizações sociais, tempo utilizado para trabalho voluntário e ajuda a estranhos.  O World Giving Index combina esses comportamentos para compor um ranking dos países mais generosos do mundo. A Austrália e Nova Zelândia são os primeiros da lista.

O Brasil aparece em 76ª posição do ranking, junto com a Argentina e a Nicarágua, onde também um quarto da população doa dinheiro e quase a metade ofereceu ajuda a estranhos no último mês.

Malta é o país com o maior percentual da população (83%) doando dinheiro. O Turquemenistão é o mais generoso em doar seu tempo, com 61% da população voluntariando para organizações. A Libéria é a primeira em ajuda a estranhos (76%).

“Essa é a primeira vez que o comportamento referente a ações de caridade foi medido abrangendo quase a totalidade da população mundial e é encorajador ver o Brasil na média da lista e vindo na frente dos outros países do BRIC”, diz Márcia Woods, Diretora Executiva do IDIS. “Entretanto, é uma oportunidade avançarmos no assunto, com a sociedade construindo propostas concretas para encorajar um comportamento mais generoso, seja por meio de uma legislação mais favorável para as doações em dinheiro, seja através do incentivo ao voluntariado.”

O estudo também compara se a felicidade ou a riqueza é um aspecto importante em influenciar a decisão sobre doar ou não dinheiro para organizações de caridade. Para todos os países, o IDIS/CAF comparou a força da correlação entre doar e o PIB dos países e a felicidade da população. Foi encontrado que a correlação entre a felicidade e doação é mais forte que a correlação com riqueza.

O Diretor de Pesquisa da Charities Aid Foundation (CAF), Richard Harrison diz: “O World Giving Index mostra que as pessoas são realmente generosas e cada país tem sua própria maneira de doar para organizações sociais, seja por meio de recursos financeiros ou tempo. Doar dinheiro para organizações é tradicionalmente visto como sendo motivado por quão rico a pessoa é. Contudo, fica evidente que a felicidade tem um papel importante em influenciar se uma pessoa doa.”

“A pesquisa sugere um ciclo virtuoso em que uma pessoa doa para uma organização, que provoca melhora na qualidade de vida de seus beneficiados, trazendo felicidade. E os beneficiados, em troca, são mais propensos a serem generosos.”

Os 21 países primeiros colocados do World Giving Index

World
Giving
Index
País % da
população
que doou
dinheiro
% da
população
que doou
tempo
% da
população
que ajudou a
estranhos
1 Austrália 70% 38% 64%
1 Nova Zelândia 68% 41% 63%
3 Canadá 64% 35% 68%
3 Irlanda 72% 35% 60%
5 Suíça 71% 34% 60%
5 EUA 60% 39% 65%
7 Holanda 77% 39% 46%
8 Reino Unido 73% 29% 58%
8 Sri Lanka 58% 52% 50%
10 Áustria 69% 30% 58%
11 República Democrática de Lao 64% 32% 53%
11 Serra Leoa 29% 45% 75%
12 Malta 83% 21% 40%
14 Islândia 67% 26% 47%
14 Turquemenistão 17% 61% 62%
16 Guiana 36% 33% 67%
16 Qatar 64% 18% 53%
18 Hong Kong 70% 13% 50%
18 Alemanha 49% 28% 56%
18 Dinamarca 67% 20% 45%
18 Guiné 28% 42% 61%

World Giving Index foi elaborado com base nas informações do Gallup’s WorldView World Poll.

Sobre a CAF - A Charities Aid Foundation (CAF) é uma organização que apoia doadores, empresas e organizações para encorajar e facilitar a cultura de doação.  A CAF oferece serviços e produtos que fazem o processo de doação mais fácil e efetivo, tanto para sociedade como para o doador Mais informações em www.cafonline.org.

Sobre o IDIS - O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) é uma organização brasileira que atua em parceria com a CAF apoiando, por meio de seus serviços de consultoria e educação, doadores na América Latina – empresas, fundações, institutos, comunidades, famílias e indivíduos de alto poder aquisitivo – em uma atuação social mais estratégica e transformadora da realidade.

O Gráfico geral você pode conferir abaixo.

http://www.thinkandlove.com.br/wp-content/uploads/2010/09/0882A_WorldGivingReport_Interactive_070910.pdf

Por:
Camille
Tags:
BrasilCAFIDISorganizaçãoThink&LoveWorld Giving Index

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