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Sustentabilidade das ONGs no Brasil: acesso a recursos privados

As relações entre marcas e causas são tranquilas ou repletas de imposição?
A Abong, www.abong.org.br divulgou uma pesquisa mostrando que muito do que se diz sobre esse relacionamento pode ser apenas mais um mito do setor social.
As relações entre organizações sociais e os financiadores de origem privada nem sempre foram consideradas as mais amigáveis. No entanto, uma pesquisa divulgada, no último dia 24, pela Associação Brasileira de ONGs (Abong), mostrou que muito do que se diz sobre esse relacionamento pode ser apenas mais um mito do setor social.
O levantamento “Sustentabilidade das ONGs no Brasil: acesso a recursos privados”, realizado com apoio da Oxfam GB, ouviu o que 25 organizações associadas à Abong tinham a dizer sobre os desafios enfrentados por elas, quando financiadas pelo setor privado, para aprofundar o debate sobre sustentabilidade.
“Elas não reportaram imposição ideológica ou excesso de preocupação com a marca por parte de quem as financia. Apresentaram uma relação tranquila, provando que está se formando um ponto de intersecção entre as organizações sociais e as empresas, fundações e institutos corporativos”, explica Vera Masagão, integrante da diretoria executiva da Abong.
Segundo ela, a maioria das formas de relação com os fundos privados não  se estabelece através de uma busca ativa por parte da ONG, mas sim a partir da ação dos próprios fundos. Em muitos casos há a mediação de terceiros, no caso, aqui, os institutos e fundações.
“A interferência de doadores na condução dos projetos e ações de organizações donatárias é tema de discussões, frequentemente permeadas de ideologia e estereótipos. Apesar de haver uma forte dimensão política nessa relação, que não deve ser negligenciada, é importante colocar em perspectiva o cerceamento da autonomia das organizações por parte de seus financiadores”, acredita o gerente da área de Conhecimento do GIFE, Andre Degenszajn.
Para ele, as organizações tendem a buscar apoio para as ações que pretendem realizar, dentro das suas capacidades e missão. “A dificuldade de acesso aos recursos privados se deve também à incompatibilidade de objetivos e forma de atuação. Caso contrário, se as organizações agissem a serviço das empresas, haveria muito mais recursos sendo destinados a essas instituições”, argumenta.
Recursos internacionais
O lançamento da pesquisa foi acompanhado por um seminário realizado no Instituto Itaú Cultural , em que, entre os temas debatidos, destaca-se a mesa “Sustentabilidade das organizações da sociedade civil e a iniciativa privada”. Nela, representantes da Fundação Avina, Neylar Lins, e do GIFE, Andre Degenszajn, foram convidados a apresentar dados mais contextuais ao estudo.
Um dos pontos centrais postos em discussão foi o da diminuição e saída dos recursos destinados pelas agências de cooperação internacional ao movimento social brasileiro. Segundo levantamento elaborado pelo Instituto Fonte, apresentado pela Neylar, os investimentos estrangeiros para o terceiro setor devem cair 49,9% de 2009 para 2010.
A representante da Fundação Avina explicou que a principal razão para o fenômeno seria o recente desenvolvimento econômico do Brasil, que teria feito do país alvo de ações menos emergenciais.
Além da queda prevista para este ano, a pesquisa constatou que já ouve redução no número de instituições que financiam projetos brasileiros entre 2009 e 2010. Das 30 que informaram os investimentos entre 2007 e 2010, 17% reduziram o montante entre 2007 e 2008 e 43% entre 2009 e 2010. Nesse grupo, apenas 1% das organizações estrangeiras aumentaram os recursos, contra 17% entre 2007 e 2008.
A questão é importante para as organizações associadas à Abong por um motivo simples: agências de solidariedade e cooperação internacional têm sido historicamente seus parceiros. Isto é, menos dinheiro disponível para se manterem.
De acordo com Vera Masagão, como grande parte dos fundos privados destinam recursos para projetos específicos, de curto prazo, o investimento para o desenvolvimento institucional da organização (até então suprido pelas agências) fica empobrecido. Em outras palavras, o dinheiro que entra já está vinculado a um programa e não ao fortalecimento da organização. Por isso, as organizações sociais brasileiras que dependem de capital estrangeiro devem, como afirma Vera, ampliar o leque de doadores. “O caminho para a autonomia é a diversificação das fontes de recursos, sejam elas públicas, de empresas, pessoas físicas ou próprias da ONG”, aconselha.
Em consonância com as conclusões da Abong, o GIFE lançou no início do ano a Visão do Investimento Social Privado para 2020, que ambiciona um setor relevante e legítimo, abrangendo diversos temas, regiões e públicos, formado por um conjunto sustentável e diversificado de investidores.
Para assegurar essa abrangência é necessário ampliar a prática de doação e diversificar as estratégias de investimento. No entanto, o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti lembra que há um complicador nessa questão: a predominância do investimento corporativo, em comparação ao familiar ou comunitário.
“O investimento corporativo, mesmo o mais sofisticado e voltado ao bem comum, tem um limite: a própria marca. É muito raro uma empresa se envolver em causas ou ações sociais que podem gerar conflitos e polêmicas. Assim, é uma tendência destinar recursos a fins consensuais como educação e cultura, cujo potencial de risco é muito menor a temas como reforma agrária e defesa dos direitos humanos”, argumenta.
Assim, a Visão dedica-se a alterar esse contexto e estimular a diversidade do setor da filantropia no Brasil. Pesa para os próximos 10 anos, fomentar um ambiente mais propício para a criação de fundações independentes, sejam elas comunitárias ou familiares.

As relações entre marcas e causas são tranquilas ou repletas de imposição?A Abong, www.abong.org.br divulgou uma pesquisa mostrando que muito do que se diz sobre esse relacionamento pode ser apenas mais um mito do setor social.As relações entre organizações sociais e os financiadores de origem privada nem sempre foram consideradas as mais amigáveis. No entanto, uma pesquisa divulgada, no último dia 24, pela Associação Brasileira de ONGs (Abong), mostrou que muito do que se diz sobre esse relacionamento pode ser apenas mais um mito do setor social.

O levantamento “Sustentabilidade das ONGs no Brasil: acesso a recursos privados”, realizado com apoio da Oxfam GB, ouviu o que 25 organizações associadas à Abong tinham a dizer sobre os desafios enfrentados por elas, quando financiadas pelo setor privado, para aprofundar o debate sobre sustentabilidade.   “Elas não reportaram imposição ideológica ou excesso de preocupação com a marca por parte de quem as financia. Apresentaram uma relação tranquila, provando que está se formando um ponto de intersecção entre as organizações sociais e as empresas, fundações e institutos corporativos”, explica Vera Masagão, integrante da diretoria executiva da Abong. Segundo ela, a maioria das formas de relação com os fundos privados não  se estabelece através de uma busca ativa por parte da ONG, mas sim a partir da ação dos próprios fundos. Em muitos casos há a mediação de terceiros, no caso, aqui, os institutos e fundações.

“A interferência de doadores na condução dos projetos e ações de organizações donatárias é tema de discussões, frequentemente permeadas de ideologia e estereótipos. Apesar de haver uma forte dimensão política nessa relação, que não deve ser negligenciada, é importante colocar em perspectiva o cerceamento da autonomia das organizações por parte de seus financiadores”, acredita o gerente da área de Conhecimento do GIFE, Andre Degenszajn.

Para ele, as organizações tendem a buscar apoio para as ações que pretendem realizar, dentro das suas capacidades e missão. “A dificuldade de acesso aos recursos privados se deve também à incompatibilidade de objetivos e forma de atuação. Caso contrário, se as organizações agissem a serviço das empresas, haveria muito mais recursos sendo destinados a essas instituições”, argumenta.

Recursos internacionais

O lançamento da pesquisa foi acompanhado por um seminário realizado no Instituto Itaú Cultural , em que, entre os temas debatidos, destaca-se a mesa “Sustentabilidade das organizações da sociedade civil e a iniciativa privada”. Nela, representantes da Fundação Avina, Neylar Lins, e do GIFE, Andre Degenszajn, foram convidados a apresentar dados mais contextuais ao estudo.

Um dos pontos centrais postos em discussão foi o da diminuição e saída dos recursos destinados pelas agências de cooperação internacional ao movimento social brasileiro. Segundo levantamento elaborado pelo Instituto Fonte, apresentado pela Neylar, os investimentos estrangeiros para o terceiro setor devem cair 49,9% de 2009 para 2010.

A representante da Fundação Avina explicou que a principal razão para o fenômeno seria o recente desenvolvimento econômico do Brasil, que teria feito do país alvo de ações menos emergenciais.

Além da queda prevista para este ano, a pesquisa constatou que já ouve redução no número de instituições que financiam projetos brasileiros entre 2009 e 2010. Das 30 que informaram os investimentos entre 2007 e 2010, 17% reduziram o montante entre 2007 e 2008 e 43% entre 2009 e 2010. Nesse grupo, apenas 1% das organizações estrangeiras aumentaram os recursos, contra 17% entre 2007 e 2008.

A questão é importante para as organizações associadas à Abong por um motivo simples: agências de solidariedade e cooperação internacional têm sido historicamente seus parceiros. Isto é, menos dinheiro disponível para se manterem.

De acordo com Vera Masagão, como grande parte dos fundos privados destinam recursos para projetos específicos, de curto prazo, o investimento para o desenvolvimento institucional da organização (até então suprido pelas agências) fica empobrecido. Em outras palavras, o dinheiro que entra já está vinculado a um programa e não ao fortalecimento da organização.

Por isso, as organizações sociais brasileiras que dependem de capital estrangeiro devem, como afirma Vera, ampliar o leque de doadores. “O caminho para a autonomia é a diversificação das fontes de recursos, sejam elas públicas, de empresas, pessoas físicas ou próprias da ONG”, aconselha.

Em consonância com as conclusões da Abong, o GIFE lançou no início do ano a Visão do Investimento Social Privado para 2020, que ambiciona um setor relevante e legítimo, abrangendo diversos temas, regiões e públicos, formado por um conjunto sustentável e diversificado de investidores.

Para assegurar essa abrangência é necessário ampliar a prática de doação e diversificar as estratégias de investimento. No entanto, o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti lembra que há um complicador nessa questão: a predominância do investimento corporativo, em comparação ao familiar ou comunitário. “O investimento corporativo, mesmo o mais sofisticado e voltado ao bem comum, tem um limite: a própria marca. É muito raro uma empresa se envolver em causas ou ações sociais que podem gerar conflitos e polêmicas. Assim, é uma tendência destinar recursos a fins consensuais como educação e cultura, cujo potencial de risco é muito menor a temas como reforma agrária e defesa dos direitos humanos”, argumenta. Assim, a Visão dedica-se a alterar esse contexto e estimular a diversidade do setor da filantropia no Brasil. Pesa para os próximos 10 anos, fomentar um ambiente mais propício para a criação de fundações independentes, sejam elas comunitárias ou familiares.

Por:
Camille
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Interatividade

Está no ar o site do II Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade (www.fecomercio.com.br/sustentabilidade) cujo tema são os Princípios do Varejo Responsável.

A Responsabilidade Corporativa e a Sustentabilidade estão entre os temas mais importantes hoje em debate no cenário geral de atuação das empresas. À medida que cresce a conscientização sobre a real situação de desequilíbrio e risco do mundo, estes temas ganham mais profundidade e extensão, alcançando novos conteúdos e novos públicos, impulsionando a mudança positiva de valores, através adesão à cultura sólida da sustentabilidade no crescimento. Para propor um novo olhar sobre os desafios da Sustentabilidade e suas aplicações no meio empresarial, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio) por meio do Conselho de Estudos Ambientais, e a Fundação Dom Cabral (FDC), por meio do Centro de Desenvolvimento do Varejo Responsável, aliam-se para a realização do 2º Prêmio Fecomércio de Sustentabilidade, que nesta edição abordará o tema ‘Princípios do Varejo Responsável’.”

Via CDVR – Centro de Desenvolvimento do Varejo Responsável.

Seis peças de roupas para usar durante um mês. Você consegue?

Desafio foi lançado na internet por duas amigas americanas e já conta com a participação de cerca de cem pessoas de vários países

Não comprar nenhuma peça de roupa durante um ano inteiro ou usar apenas seis itens, ou menos, dos que já fazem parte do seu armário durante um mês. É o desafio “Seis peças ou menos”, lançada na internet por duas amigas americanas e que já tem aderência de cerca de cem pessoas espalhadas por diversos países.

Segundo Heidi Hackemer, uma das idealizadoras do projeto, o objetivo é “aguçar a criatividade das pessoas, para que invistam em acessórios e em outras maneiras de usar a mesma peça e, ao mesmo tempo, economizar dinheiro”.

“O importante é que as pessoas que aderiram à iniciativa levantaram a questão de como elas se relacionam com o que tem no armário e o que se ganha com isso”, afirma Eric Wilson, jornalista que entrevistou os participantes. “Elas destacaram que há uma preocupação com o que se gasta com roupas e o que se ganha com isso. O resultado dessa ‘dieta’ é que as pessoas vão ficar mais conscientes a respeito da forma com que se compram roupas”.

E você? Consegue escolher apenas seis peças do seu armário para usar durante 30 dias? Acesse o site, faça seu cadastro e conte sua experiência para consumidores do todo o mundo.

Clique aqui para assistir à reportagem feita pelo jornal americano New York Times sobre esta iniciativa e ver como Heidi conseguiu vencer esse desafio.

Por:
Margareth Goldenberg
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comportamentocriatividadeculturaModa

Interatividade

Festival Latino-Americano de Captação de Recursos – FLAC 2010

“Diálogo Intersetorial – a relação entre
Terceiro Setor, governo e empresas no centro
da discussão sobre sustentabilidade”

Inscrições e programação no site http://www.flac.dialogosocial.com.br/#

O Terceiro Setor nunca foi tão relevante e central para a vida brasileira e para muitos países latino-americanos, trazendo, assim, muita oportunidade para crescimento.

Os países da América Latina necessitam de muitos investimentos socioambientais, e esse tema tem ganhado cada vez mais relevância junto à sociedade, garantindo seu lugar na agenda de diversas empresas e indivíduos.

Quais são os grandes desafios? Como diversificar as entradas de recursos, envolvendo ONGs, empresas, governo e indivíduos? Como fomentar a cultura da doação?

Nesse cenário, novas modalidades de financiamento das organizações sociais, como o marketing relacionado a causas e os negócios sociais, surgem com intensidade, na medida em que também aumenta o interesse de indivíduos para se envolverem com as causas. Mas, diante de tantas alternativas e com recursos aparentemente escassos, por onde começar?

Como enfrentar a crise de financiamento do Terceiro Setor e inovar com poucos recursos para investir em novas campanhas?

Quais são as dificuldades mais frequentes que um captador de recursos enfrenta? E de que tipo de apoio esse captador precisa para se desenvolver?

Depois do sucesso do 1º Festival Latino-Americano de Captação de Recursos, realizado em São Paulo, em 2009, com a participação de mais de 400 pessoas, a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), a Resource Alliance e a Diálogo Social realizarão o 2º Festival em Recife, uma cidade com o Terceiro Setor vibrante, um povo com muita criatividade e que, ao mesmo tempo, congrega uma grande parcela de ONGs que está vivendo à iminência de uma crise anunciada a partir da retirada de recursos da cooperação internacional.

Esse é o cenário para a realização do 2º Festival Latino-Americano de Captação de Recursos, que acontecerá nos dias 1°, 2 e 3 de setembro.

Vamos continuar esse diálogo juntos? Esperamos por você.

Por que um FESTIVAL e não um CONGRESSO?

Entre os modelos de eventos de aprendizado e troca de experiência que mais crescem no mundo, um Festival tem parte da programação construída por todos os participantes, que se tornam não apenas ouvintes, mas também autores.

Utilizando a metodologia do ESPAÇO ABERTO (Open Space), o Festival será uma vibrante experiência de construção coletiva de conhecimento e troca como você jamais conheceu. A sua participação é o que faz do Festival um sucesso!

Como participar

Você escolhe como vai participar:

  • Assistindo e participando das palestras, oficinas e rodas de conversa, aprendendo e trocando experiências com outros profissionais de captação de recursos.
  • Sugerindo um tema e liderando uma roda de conversa ou oficina sobre o assunto.

Venha também fazer parte dessa experiência!

Inscreva-se e participe.

A agenda será elaborada no inicio do evento, em conjunto!

Público-alvo

Profissionais da área de mobilização de recursos que buscam adquirir e compartilhar experiências.

Gestores de ONGs, institutos e fundações em busca da sustentabilidade nas suas atividades.

Empresários interessados no desenvolvimento de parcerias nas quais todos ganham – a empresa, o Terceiro Setor e a sociedade

Acadêmicos, estudantes e pesquisadores interessados em compreender a situação atual e as tendências de mobilização de recursos

Gestores públicos comprometidos com a construção de um mundo melhor

Comunicadores em busca de informação qualificada e do importante papel da comunicação na transformação da sociedade.

Por:
Margareth Goldenberg
Tags:
captaçãodoaçãofestivalterceiro setor

Interatividade

Instituto Votorantim iniciou a sua 4ª seleção pública de projetos

No último dia 3 de agosto o Instituto Vorantin inciou a sua 4ª seleção pública de projetos voltados a todas as áreas culturais – artes visuais, artes cênicas, cinema, vídeo, literatura, música e patrimônio. Realizado desde 2007, o edital seleciona iniciativas que promovam a ampliação e a qualificação do acesso de jovens, entre 15 e 29 anos, a bens culturais.
Nessa edição serão investidos R$ 3 milhões. A novidade deste ano é a categoria Acessibilidade, que contemplará projetos de inclusão e formação cultural para jovens com deficiência ou mobilidade reduzida. “É preciso investir em projetos que diminuam as barreiras simbólicas, econômicas e físicas que dificultam o acesso às artes, e que no caso de jovens com deficiência, são ainda mais complexas”, afirma o Gerente de Planejamento e Desenvolvimento do Instituto Votorantim, Rafael Gioielli.
As inscrições começaram no dia 03 de agosto no blog Acesso: www.blogacesso.com.br

Por:
Margareth Goldenberg
Tags:
artes cênicasartes visuaisblogculturaprojetosseleção

Interatividade