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Rumo à Rio+20!

A Conferência Ethos 2011 está chegando! O evento sobre responsabilidade social e sustentabilidade deste ano terá como tema ‘Protagonistas de uma Nova Economia: Rumo à Rio+20’.

Serão dois dias (8 e 9 de agosto) de intensos debates, mesas-redondas e painéis temáticos buscando avaliar os avanços e gargalos do país na direção de uma nova economia. Vai ser utilizado como base o documento “Plataforma por uma economia inclusiva, verde e responsável”, criado a partir das reflexões do evento de 2010.

Confira os 13 subtemas que farão parte da Conferência Ethos 2011:

- consumo;
- direitos humanos;
- medidas de financiamento;
- oportunidade de trabalho decente;
- infraestrutura;
- recursos naturais;
- energia;
- ética, integridade e transparência;
- resíduos sólidos;
- clima;
- educação;
- cidades sustentáveis e
- erradicação da pobreza.

As vagas são limitadas! Clique aqui para se inscrever.

Conferência Ethos 2011
Data: 8 e 9 de agosto
Local: Centro de Eventos Fecomércio
Endereço: R. Dr. Plínio Barreto, nº 285, Bela Vista – São Paulo/SP 

Conferência Ethos 2011

Prêmio Empreendedor Social 2011, inscrições abertas!

Líderes sociais preparem-se: estão abertas as inscrições do prêmio Folha Empreendedor Social 2011 e ao mesmo tempo, o Empreendedor Social de Futuro 2011.
O concurso acontece simultaneamente em 14 países de cinco regiões e seleciona empreendedores sociais inovadores que atuam de forma sustentável e com forte impacto na sociedade. Os ganhadores terão reconhecimento na mídia e benefícios para aprimorar o projeto. Entre eles, o vencedor do Empreendedor Social 2011 poderá participar do Fórum Econômico Mundial para a América Latina em 2012, com todas as despesas pagas! Já o vencedor do Empreendedor Social de Futuro receberá uma bolsa no MBA de Negócios Sustentáveis em 2012.
Os interessados em ambos os prêmios deverão preencher um único formulário no site da Fundação Schwab, parceira da Folha de São Paulo neste projeto, e a triagem será feita pela comissão organizadora, segundo os critérios estabelecidos no regulamento.
O Instituto Ethos e o Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas) estão entre os apoiadores estratégicos. 

Prepare-se para a logística reversa

O Instituto Ethos publicou uma boa notícia: “Regras da logística reversa começam a ser definidas”. A matéria conta que depois de 20 anos de postergações no Congresso Nacional, finalmente no ano passado o Governo aprovou a Política para Resíduos Sólidos e para este ano a novidade é a implantação do Comitê Orientador de Logística Reversa.

Logística reversa, num sentido mais amplo, são ações relacionadas ao reúso de produtos e materiais, como as atividades de recolher, desmontar e processar. “É o retorno às cadeias produtivas de materiais utilizados na fabricação e acondicionamento de pilhas, lâmpadas, equipamentos eletroeletrônicos, pneus, óleos lubrificantes e agrotóxicos, entre outros produtos”, explica Cristina Spera e Reinaldo Canto, ambos do Instituto Ethos.

O Comitê foi instalado no dia 17/2 e será responsável pela regulamentação das regras de logística reversa. Os setores terão agora que se responsabilizar não apenas pelos produtos que oferecem ao mercado, mas também pelos descartados.

Segundo o Instituto Ethos, ainda há um longo caminho a percorrer, já que até hoje poucos setores têm se antecipado à lei e buscado soluções de logística reversa no seu negócio.

Além disso, a lei é bastante ambiciosa, uma vez que estabelece que os municípios com mais de 200 mil habitantes terão até o dia 2 de agosto de 2012 para apresentar seus planos de gestão de resíduos e também que os lixões do país deverão ser fechados até o dia 2 de agosto de 2014.

Segundo o Ethos, a responsabilidade por uma cidade melhor é tanto das empresas quanto do cidadão. Para que as indústrias possam realizar seu trabalho, será necessário que os consumidores também façam sua parte, encaminhando corretamente os materiais para a reciclagem.

Vamos cooperar.

Veja a matéria na integra: Regras da logística reversa começam a ser definidas

Imagem extraída de qprobrasil

Por:
Mariana Moraes
Tags:
cooperarEthosgovernolixologística reversaresíduos sólidosreúso

Interatividade

O que os consumidores brasileiros pensam sobre a sustentabilidade

Pesquisa lançada pelo Instituto Ethos e Akatu chama atenção para o desafio de promover atitudes e comportamentos conscientes junto à nova classe média

Quem são os consumidores conscientes e o que esperam das empresas e governos? Como promover a responsabilidade compartilhada entre esses três atores?  Qual a percepção do brasileiro quanto à sustentabilidade? Cada vez mais determinantes para os rumos dos negócios e do País, essas são algumas questões sobre as quais a pesquisa “O consumidor brasileiro e a sustentabilidade” lança luz.

Encomendado pelo Instituto Ethos e Akatu, esse levantamento, conduzido pela empresa de pesquisas GfK, mostra que a fatia de consumidores conscientes permanece em 5% da população. Entretanto, houve crescimento (de 25% para 37%) do segmento mais distante do consumo consciente, o grupo chamado de “Indiferente”.

De forma geral, o crescimento do segmento de consumidores “indiferentes” é creditado ao movimento de ascensão social e de incorporação no mundo do consumo de uma parte significativa da população brasileira. A combinação de aumento populacional e de renda transformou a classe C no segmento com o maior poder de consumo no País.

Nos últimos anos viu-se crescer a parcela da população pertencente à classe C, que atingiu 50,5% da população em 2009. Isso significa que um contingente de cerca de 29 milhões de pessoas passaram a fazer parte desse grupo, entre 2003 e 2009. Essa chamada “nova classe média brasileira” tem um perfil mais jovem, de maioria afrodescendente e com mais famílias chefiadas por mulheres.

A mobilidade social torna o desafio de traduzir a sustentabilidade para o dia-a-dia dos brasileiros ainda mais expressivo (56% nunca ouviram falar do conceito). Além das políticas públicas e soluções tecnológicas e organizacionais capazes de minimizar os impactos da previsível explosão de consumo, o estudo reforça a importância de trabalhar no redirecionamento das aspirações da sociedade como um todo.

“É necessário um esforço urgente e sem precedentes para dissociar “aumento contínuo do consumo de “maior felicidade e realização. Essa equação, que moveu (e move) o crescimento da sociedade de consumo, é incompatível com o duplo objetivo de “inclusão social com sustentabilidade”, ressalta o estudo.

Quem está disposto a punir e recompensar empresas

Há um interesse relativamente baixo sobre responsabilidade social empresarial, quando colocada em termos simplesmente conceituais. Como decorrência desse fato, também se constata um percentual baixo de consumidores que buscam informações sobre esse tema. Do total estudado, 16% afirmam buscar informações sobre RSE. Entre esses, destacam-se consumidores universitários e os das classes A e B.

Esses consumidores premiam empresas mais responsáveis e punem as menos responsáveis. Eles buscam se informar mais por internet e TV, mas a internet não desfruta ainda da mesma credibilidade da TV e dos jornais, estes pouco citados como fonte de informação sobre RSE, mas bem citados no quesito credibilidade.

Os consumidores, de maneira geral, repudiam a propaganda enganosa e o tema que mais conta pontos positivos são as relações de trabalho: 80% apontam o desenvolvimento de alguma ação ligada à dimensão “Direito das Relações de Trabalho” como importante para que uma empresa seja considerada socialmente responsável.

O estudo revela também certa estabilidade no grupo dos “mais conscientes”, que ainda são praticamente 1 em cada 3 consumidores. Este é um grupo mais aguerrido, especialmente na internet, onde busca ativamente informações sobre RSE e sustentabilidade, e ainda é ativo em influenciar os outros. Também tem um poder potencialmente importante para influenciar tanto empresas quanto outros consumidores.

Confira a íntegra desse relatório na seção Estudos e Pesquisas.

Por:
Juliana Lopes
Tags:
AkatubrasileiroscomportamentoconsumoEthos

Interatividade

Publicação traz perspectivas para a Responsabilidade Social Empresarial

Quais são os atuais desafios para o movimento de Responsabilidade Social Empresarial e como investidores e organizações sociais podem contribuir para sua evolução? As respostas podem ser encontradas na recém lançada publicação “Responsabilidade Social Empresarial: Por que o guarda-chuva ficou pequeno?”, realizada pela Aliança Capoava, formada pelas organizações Ashoka, Avina, Ethos e GIFE.

O livro, que pode ser acessado em sua versão online, teve como fonte uma série de encontros entre as principais lideranças do setor no país, que resgatou o caminho percorrido até o momento, debateu desafios atuais e traçou uma visão compartilhada de perspectivas futuras.

Nesses encontros, de acordo com secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti, “foi possível compartilhar agendas do setor, identificar sinergias de ação e possibilidades de parcerias entre as organizações presentes e promover um alinhamento conceitual, que respeitou a diversidade de visões dos participantes”.

Esse alinhamento é a peça-chave da Aliança Capoava. Criada em 2002, ela tem por objetivo facilitar a construção e o fortalecimento de parcerias entre lideranças e organizações da sociedade civil e do setor social, em busca de maior impacto em suas ações para o desenvolvimento sustentável.

Veja abaixo entrevista com Fernando Rossetti sobre a publicação:

redeGIFE- Qual a importância desta publicação?
Fernando Rossetti -
Este livro digital sintetiza a percepção atual no Brasil sobre o desenvolvimento mais recente dos movimentos de responsabilidade social empresarial e investimento social privado. É resultado de encontros com as principais lideranças das organizações da sociedade civil brasileira nos últimos 20 anos. Como envolve muitas vozes, em diálogo, não traz uma visão única desses movimentos, mas sim perspectivas multifacetadas, por vezes até contraditórias, que por isso mesmo desenham um cenário mais real e rico.

redeGIFE – Há um hiato entre os debates promovidos pela Aliança Capoava e a publicação. Os desafios apontados continuam os mesmos?
Fernando Rossetti – O interessante é que os diálogos que resultaram neste livro ocorreram antes da crise econômica global de 2008/2009 e, apesar disso, não há uma idea fora de lugar ou desatualizada. Pelo jeito as lideranças envolvidas nos encontros já visualizavam dois, três anos atrás o momento pelo qual estamos agora passando no campo da responsabilidade e investimento social. Este ano no GIFE lançamos a Visão para o Investimento Social Privado em 2020, uma perspectiva de 10 anos para o setor, e esta publicação da Aliança Capoava serve muito bem de contexto para os objetivos que traçamos na Visão.

redeGIFE- Qual é o principal avanço no movimento RSE que pode ser destacado do livro?
Fernando Rossetti -
Como disse, as perspectivas das lideranças sociais brasileiras são multifacetadas em relação ao avanço e alcance da RSE. Há desde a visão de que o movimento é mais discurso do que prática — e, neste sentido, um discurso que se tornou hegemônico entre as empresas — até uma percepção de que a verdadeira responsabilidade social, que implica a mudança nas práticas de gestão das empresas, com uma abordagem mais sustentável, está de fato em curso e que é inexorável, diante do momento atual de desenvolvimento do capitalismo.

redeGIFE - A publicação defende que o conceito de RSE “estará perpetuamente em construção”. Mas não se tem dito, nos últimos anos, que o debate se sofisticou, o movimento se qualificou, mas o que falta é a efetividade das práticas?
Fernando Rossetti -
Todos os movimentos sociais estão em perpétua construção, já que o contexto político, econômico e social também está em constante transformação social. O Brasil mudou muito nos últimos dez, vinte anos, e questões que eram muito importantes na década de 90, como a consolidação da democracia brasileira, já são fatos consumados hoje.

A crise econômica global, sintoma da integração e interdependência das economias nacionais no plano mundial, colocam novos desafios para todos — Estado, empresas e organizações da sociedade civil. Vinte anos atrás mal se falava que as empresas, em seu processo de geração de riqueza e lucro, devem ter responsabilidade social. Hoje pelo menos este discurso “pegou” e a sociedade, crescentemente, espera isso das empresas. O desafio que temos agora é de aprofundar de fato as práticas de responsabilidade social. Estamos falando em mudanças culturais, estruturais na sociedade e na economia. Esse tipo de transformação não acontece de um ano para o outro.

O fato de as faculdades de administração em todo mundo estarem incorporando disciplinas nessa área mostra que as próximas gerações de gestores de empresas deverão ter práticas diferenciadas dos gestores formados no século passado.

redeGIFE – Qual o papel das fundações e institutos corporativos na incorporação de uma gestão socialmente responsável por parte de suas mantenedoras?
Fernando Rossetti –
O título da publicação indica uma mudança profunda no papel dos institutos e fundações empresariais da década de 90 para 2000. Na década de 90 defendíamos no GIFE que um instituto ou fundação empresarial deveria ser mantido o mais distante possível da gestão da empresa para não “contaminar” sua agenda pública com interesses de ordem privada.
Hoje isso não é mais possível, já que a responsabilidade e o investimento social impactam diretamente na construção do valor da marca de uma empresa, especialmente no contexto da hipercompetitividade do mercado global, e é necessário um alinhamento de todas as práticas sociais. Por isso o fim do guarda chuva (que separava RSE e ISP), ou o abandono da idéia de que RSE cuida dos processos da empresa e ISP cuida de questões públicas.

Costumo dizer que os institutos e fundações empresariais hoje cumprem uma função de “inteligência social” das empresas, e esta inteligência é útil tanto para o negócio como para toda a sociedade.
redeGIFE – A publicação traz um capítulo sobre as relações entre empresas e organizações sociais. Qual a grande oportunidade trazida com essa aproximação?
Fernando Rossetti -
O repertório social das organizações sociais tende a ser muito mais amplo e profundo do que o das empresas. Tradicionalmente, empresas fazem negócios, geram produtos e serviços, empregos e riqueza. Também tradicionalmente, as organizações da sociedade civil lidam com questões sociais, culturais e ambientais.

O que está acontecendo é que as competências e habilidades de um setor se tornaram úteis para o outro. As empresas precisam agregar valores e práticas socioambientalmente sustentáveis e as organizações sociais enfrentam novos desafios de impacto de seu trabalho e de sustentabilidade financeira. Um pode ajudar o outro nesse processo. Estamos inclusive vendo a emergência de um campo que poderia ser chamado de “setor dois e meio”, ou “negócios sociais”, uma fusão do segundo setor (empresas) com o terceiro setor (organizações da sociedade civil).

Por:
Camille
Tags:
Aliança CapoavaAshokaAvinaEmpresarialEthosGIFE Think&Loveorganizaçõesresponsabilidadesocial

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