O Fórum Social Mundial começa amanhã, em Dacar, no Senegal e reunirá por seis dias 123 países, além da Palestina e Curdistão.
Vale contextualizar: o FSM é um “espaço de debate democrático de ideias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo. Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, se configurou como um processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais. Essa definição está na Carta de Princípios, principal documento do FSM. Caracteriza-se também pela pluralidade e pela diversidade, tendo um caráter não confessional, não governamental e não partidário. Ele se propõe a facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial. o FSM não é uma entidade nem uma organização”.
O FSM espera para esse ano um público de 50.000 pessoas e o enfoque principal é a história de resistência e luta dos povos africanos.
Taoufik Ben Abdallah, integrante do Comitê Organizador, conta um pouco sobre as expectativas para o evento em 2011: “a situação da Tunísia, Costa do Marfim e Egito recebe eco no mundo por vivenciarem situações comuns a vários países. Queremos que o FSM 2011 seja como um receptáculo de energias e impulsionador de capacidades dos povos para melhorarem suas próprias vidas. Queremos um Fórum por alternativas populares e democráticas e por valores universais compartilhados”. Ele reforça que é importante “ouvir os povos”.
No dia 7/2, o ex-presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva participará do evento, com o presidente do Senegal, Abdou Layewade, da mesa A África na geopolítica mundial.

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