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Com que ONG eu vou?

Matéria publicada ontem (10) na Folha Teen conta um pouquinho sobre as vantagens de se praticar trabalho voluntário e oferece alguns exemplos de ONGs, divididas por causas. Agora não tem mais desculpa: escolha a ONG que mais combina com você e envolva-se!

COM QUE ONG EU VOU?
SEJA NA ÁFRICA OU NO PRÓPRIO BAIRRO, JOVENS FAZEM DIFERENTES TIPOS DE TRABALHO VOLUNTÁRIO E DÃO UMA FORCINHA PARA O CURRÍCULO

BRUNO MOLINERO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

“Para ter uma ideia, minha lista de amigos do Facebook quase dobrou desde que virei voluntário”, diz Renato Dornelas, 18, que ensina taekwondo para jovens carentes.
Ele conta, porém, que o voluntariado rendeu muito mais do que amigos e a sensação boa de estar ajudando quem precisa. A experiência fez com que ele ganhasse uma viagem para encontrar outros jovens voluntários nos EUA. Em novembro, ele participará de um encontro parecido em Londres.
É algo que certamente vai contar muitos pontos no currículo de Renato. “Fazer trabalhos voluntários ajuda na vida profissional. Mostra que o jovem é ativo e tem responsabilidade”, diz Manoela Costa, gerente da Page Talent, que trabalha com estágios e trainees.
“É como um intercâmbio: conta como experiência de vida. Mas, além de dizer onde trabalhou, é preciso contar que atividades desenvolveu.”
Jaqueline Damasco, 23, por exemplo, acha que a experiência como voluntária no currículo foi fundamental para que ela fosse contratada na empresa de tecnologia onde trabalha. “Quando você diz que é voluntária, chama a atenção.” Há um ano, ela visita crianças com câncer pelo Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).
Mas nem tudo são flores no reino das boas ações. “Quando contei que construiria casas na favela no fim de semana, minha mãe se assustou”, relembra Mariana Panseri, 19.
Já a mãe de Taís Siqueira, 20, achou que ela estava louca quando decidiu trabalhar um mês em uma ONG na Nigéria. “Passei fome, calor, tudo!” A casa não tinha chuveiro nem privada. A comida era apenas inhame e banana.
Mas valeu a pena? “Claro! Cresci muito. E foi bom para meu trabalho atual, que envolve direitos humanos.” Hoje, ela trabalha em uma comissão sobre o assunto na Assembleia Legislativa de Goiás.
Maria Vitória Pieralise, 15, que visita o Hospital das Clínicas, concorda: “É pesado. Mas você se sente ótimo”.

VOLTA À INFÂNCIA
Se você gosta de se vestir de palhaço, é fã de Lego ou adora ser rodeado por crianças, este é o trabalho voluntário ideal. “A gente conversa e brinca com as crianças. Às vezes, até levo brinquedos de casa”, conta Jaqueline, que visita o hospital do Graac aos domingos. Na Fundação Gol de Letra, é possível monitorar as crianças enquanto elas brincam ou praticam esportes. Veja onde extravasar toda a saudade da infância:
www.graac.org.br
www.goldeletra.org.br

VERDES E FEROZES
“Sempre me preocupei com o meio ambiente. Como era meio mole para visitar hospitais, acabei no Greenpeace”, diz Ranni Soares, 19. Quem quer salvar a natureza pode procurar uma das ONGs abaixo para ajudar a organizar manifestações e a divulgar campanhas. É possível dar uma força nos escritórios das organizações, também.
www.greenpeace.org/brasil/pt
www.wwf.org.br

SEM CASA, SEM COMIDA, SEM NADA
“No começo, eu tinha medo de entrar em favela”, conta Mariana Panseri, 19. Mas, desde que entrou para a ONG Um Teto para meu País e começou a construir casas na periferia, ela mudou. Outra maneira de ajudar pessoas sem-teto é distribuindo comida e mantimentos. Veja mais:
www.umtetoparameupais.org.br
www.cruzvermelha.org.br
www.anjosdanoite.org.br

LONGE DE CASA
Nada de férias na Disney. Há quem prefira visitar a Nigéria, a Namíbia ou a Índia. Em vez de hotéis, casas de família. No lugar da piscina, trabalho duro. É possível tentar salvar animais em risco de extinção, ajudar na educação de crianças muito pobres ou tentar melhorar a condição de vida dos adultos. “Trabalhei com gente escravizada. O problema é que, na casa em que fiquei, a empregada era escrava”, lembra Taís Siqueira, 20. Veja empresas que têm programas do tipo:
www.ci.com.br
www.experimento.org.br

EDUCAÇÃO
Atenção, classe! Quem tem facilidade para ensinar pode ser professor voluntário em escolas públicas, cursinhos comunitários e outras instituições. “Não dou aulas para ajudar pobres coitados. Estou lá para encontrar pessoas e traçar uma relação com elas”, diz Ian Oliver, 22, que dá aulas de literatura no Cursinho da Psico, na USP. Além disso, ele também trabalha em escolas particulares. “É muito diferente.
O cursinho é mais proveitoso. A proximidade com os alunos é bem maior.” Veja exemplos:
www.cursinhodapsico.org
amigosdaescola.globo.com

Por:
Mariana Moraes
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Folha de São PauloOng's

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Curso: Marketing no Google para ONGs

Você já pensou na visibilidade que sua instituição terá aparecendo na primeira página do Google? O site de busca é uma ferramenta bastante efetiva para divulgar qualquer entidade e uma boa estratégia de marketing para alavancar negócios. No caso de entidades do terceiro setor, pode servir de peça chave para a captação de recursos. Para aprender a usá-lo com mais eficiência, participe do curso “Marketing no Google para ONGs – Como usar a ferramenta para dar visibilidade a sua ação e captar recursos”, que acontece no dia 1 de junho, em São Paulo.

Conteúdo programático: 

  • Comportamento de busca – entenda como o voluntário, doador ou patrocinador realizam buscas no Google; 
  • Por que investir em Marketing de busca?
  • Como identificar as principais palavras-chave da área de atuação da ONG; 
  • Cauda longa e search marketing: mercado de massa versus mercado de nicho; 
  • Diferenças entre busca orgânica e busca paga; 
  • Links patrocinados (AdWords) – saiba como usar anúncios pagos do Google
  • Google Grants – publicidade gratuita para ONGs no AdWords. 
  • SEO (Search Engine Optimization) – otimizando seu site para aparecer de forma natural; 
  • Como o Google classifica os sites?
  • Conteúdo é rei; 
  • Fatores de rankeamento do Google; 
  • Introdução ao Google Analytics; 
  • Redes sociais nos negócios.

 Saiba mais: Marketing no Google para ONGs

Por:
Mariana Moraes
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captação de recursoscursoGooglemarketingOng's

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9ª Edição do Prêmio Itaú Unicef!

Você conhece o Prêmio Itaú/Unicef? Ele surgiu em 1995 e premia organizações não- governamentais (ONGs) que contribuem, em articulação com a escola pública, para a educação integral de crianças e adolescentes que vivem em condições de vulnerabilidade.

Pioneiro ao estimular iniciativas de educação integral no Brasil, o Prêmio está em sua 9ª edição. Ele foi desenvolvido pela Fundação Itaú Social e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (UNICEF), e tem como objetivo identificar, reconhecer, dar visibilidade e estimular o trabalho de ONGs da área de educação. O mote de 2011 é Experiências que transformam, estimulando a reflexão sobre ações educativas que transformaram a vida das comunidades.

As inscrições podem ser feitas por ONGs até 31 de maio, para um ou mais projetos de ações socioeducativas com crianças, adolescentes e jovens em condições de vulnerabilidade socioeconômica, de 6 a 18 anos. A avaliação dos projetos é dividida por regiões, sendo oito polos brasileiros: São Paulo (Região Metropolitana e litoral do estado de São Paulo), Ribeirão Preto (interior do estado de São Paulo), Belo Horizonte (Minas Gerais), Goiânia (Região Centro-Oeste), Belém (Região Norte), Curitiba (Região Sul), Fortaleza (Região Nordeste) e Rio de Janeiro (estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo).

O grande vencedor receberá um prêmio no valor R$ 180 mil! Mas muitos outros finalistas também receberão premiações e reconhecimento. Se você tem uma ONG com esse perfil ou conhece um programa que mereça ser valorizado, não deixe de inscrevê-los!

Inscrições Prêmio Itaú Unicef

Por:
Mariana Moraes
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educaçãoinscriçõesItaúOng'spioneiroprêmioUnicef

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Sustentabilidade das ONGs no Brasil: acesso a recursos privados

As relações entre marcas e causas são tranquilas ou repletas de imposição?
A Abong, www.abong.org.br divulgou uma pesquisa mostrando que muito do que se diz sobre esse relacionamento pode ser apenas mais um mito do setor social.
As relações entre organizações sociais e os financiadores de origem privada nem sempre foram consideradas as mais amigáveis. No entanto, uma pesquisa divulgada, no último dia 24, pela Associação Brasileira de ONGs (Abong), mostrou que muito do que se diz sobre esse relacionamento pode ser apenas mais um mito do setor social.
O levantamento “Sustentabilidade das ONGs no Brasil: acesso a recursos privados”, realizado com apoio da Oxfam GB, ouviu o que 25 organizações associadas à Abong tinham a dizer sobre os desafios enfrentados por elas, quando financiadas pelo setor privado, para aprofundar o debate sobre sustentabilidade.
“Elas não reportaram imposição ideológica ou excesso de preocupação com a marca por parte de quem as financia. Apresentaram uma relação tranquila, provando que está se formando um ponto de intersecção entre as organizações sociais e as empresas, fundações e institutos corporativos”, explica Vera Masagão, integrante da diretoria executiva da Abong.
Segundo ela, a maioria das formas de relação com os fundos privados não  se estabelece através de uma busca ativa por parte da ONG, mas sim a partir da ação dos próprios fundos. Em muitos casos há a mediação de terceiros, no caso, aqui, os institutos e fundações.
“A interferência de doadores na condução dos projetos e ações de organizações donatárias é tema de discussões, frequentemente permeadas de ideologia e estereótipos. Apesar de haver uma forte dimensão política nessa relação, que não deve ser negligenciada, é importante colocar em perspectiva o cerceamento da autonomia das organizações por parte de seus financiadores”, acredita o gerente da área de Conhecimento do GIFE, Andre Degenszajn.
Para ele, as organizações tendem a buscar apoio para as ações que pretendem realizar, dentro das suas capacidades e missão. “A dificuldade de acesso aos recursos privados se deve também à incompatibilidade de objetivos e forma de atuação. Caso contrário, se as organizações agissem a serviço das empresas, haveria muito mais recursos sendo destinados a essas instituições”, argumenta.
Recursos internacionais
O lançamento da pesquisa foi acompanhado por um seminário realizado no Instituto Itaú Cultural , em que, entre os temas debatidos, destaca-se a mesa “Sustentabilidade das organizações da sociedade civil e a iniciativa privada”. Nela, representantes da Fundação Avina, Neylar Lins, e do GIFE, Andre Degenszajn, foram convidados a apresentar dados mais contextuais ao estudo.
Um dos pontos centrais postos em discussão foi o da diminuição e saída dos recursos destinados pelas agências de cooperação internacional ao movimento social brasileiro. Segundo levantamento elaborado pelo Instituto Fonte, apresentado pela Neylar, os investimentos estrangeiros para o terceiro setor devem cair 49,9% de 2009 para 2010.
A representante da Fundação Avina explicou que a principal razão para o fenômeno seria o recente desenvolvimento econômico do Brasil, que teria feito do país alvo de ações menos emergenciais.
Além da queda prevista para este ano, a pesquisa constatou que já ouve redução no número de instituições que financiam projetos brasileiros entre 2009 e 2010. Das 30 que informaram os investimentos entre 2007 e 2010, 17% reduziram o montante entre 2007 e 2008 e 43% entre 2009 e 2010. Nesse grupo, apenas 1% das organizações estrangeiras aumentaram os recursos, contra 17% entre 2007 e 2008.
A questão é importante para as organizações associadas à Abong por um motivo simples: agências de solidariedade e cooperação internacional têm sido historicamente seus parceiros. Isto é, menos dinheiro disponível para se manterem.
De acordo com Vera Masagão, como grande parte dos fundos privados destinam recursos para projetos específicos, de curto prazo, o investimento para o desenvolvimento institucional da organização (até então suprido pelas agências) fica empobrecido. Em outras palavras, o dinheiro que entra já está vinculado a um programa e não ao fortalecimento da organização. Por isso, as organizações sociais brasileiras que dependem de capital estrangeiro devem, como afirma Vera, ampliar o leque de doadores. “O caminho para a autonomia é a diversificação das fontes de recursos, sejam elas públicas, de empresas, pessoas físicas ou próprias da ONG”, aconselha.
Em consonância com as conclusões da Abong, o GIFE lançou no início do ano a Visão do Investimento Social Privado para 2020, que ambiciona um setor relevante e legítimo, abrangendo diversos temas, regiões e públicos, formado por um conjunto sustentável e diversificado de investidores.
Para assegurar essa abrangência é necessário ampliar a prática de doação e diversificar as estratégias de investimento. No entanto, o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti lembra que há um complicador nessa questão: a predominância do investimento corporativo, em comparação ao familiar ou comunitário.
“O investimento corporativo, mesmo o mais sofisticado e voltado ao bem comum, tem um limite: a própria marca. É muito raro uma empresa se envolver em causas ou ações sociais que podem gerar conflitos e polêmicas. Assim, é uma tendência destinar recursos a fins consensuais como educação e cultura, cujo potencial de risco é muito menor a temas como reforma agrária e defesa dos direitos humanos”, argumenta.
Assim, a Visão dedica-se a alterar esse contexto e estimular a diversidade do setor da filantropia no Brasil. Pesa para os próximos 10 anos, fomentar um ambiente mais propício para a criação de fundações independentes, sejam elas comunitárias ou familiares.

As relações entre marcas e causas são tranquilas ou repletas de imposição?A Abong, www.abong.org.br divulgou uma pesquisa mostrando que muito do que se diz sobre esse relacionamento pode ser apenas mais um mito do setor social.As relações entre organizações sociais e os financiadores de origem privada nem sempre foram consideradas as mais amigáveis. No entanto, uma pesquisa divulgada, no último dia 24, pela Associação Brasileira de ONGs (Abong), mostrou que muito do que se diz sobre esse relacionamento pode ser apenas mais um mito do setor social.

O levantamento “Sustentabilidade das ONGs no Brasil: acesso a recursos privados”, realizado com apoio da Oxfam GB, ouviu o que 25 organizações associadas à Abong tinham a dizer sobre os desafios enfrentados por elas, quando financiadas pelo setor privado, para aprofundar o debate sobre sustentabilidade.   “Elas não reportaram imposição ideológica ou excesso de preocupação com a marca por parte de quem as financia. Apresentaram uma relação tranquila, provando que está se formando um ponto de intersecção entre as organizações sociais e as empresas, fundações e institutos corporativos”, explica Vera Masagão, integrante da diretoria executiva da Abong. Segundo ela, a maioria das formas de relação com os fundos privados não  se estabelece através de uma busca ativa por parte da ONG, mas sim a partir da ação dos próprios fundos. Em muitos casos há a mediação de terceiros, no caso, aqui, os institutos e fundações.

“A interferência de doadores na condução dos projetos e ações de organizações donatárias é tema de discussões, frequentemente permeadas de ideologia e estereótipos. Apesar de haver uma forte dimensão política nessa relação, que não deve ser negligenciada, é importante colocar em perspectiva o cerceamento da autonomia das organizações por parte de seus financiadores”, acredita o gerente da área de Conhecimento do GIFE, Andre Degenszajn.

Para ele, as organizações tendem a buscar apoio para as ações que pretendem realizar, dentro das suas capacidades e missão. “A dificuldade de acesso aos recursos privados se deve também à incompatibilidade de objetivos e forma de atuação. Caso contrário, se as organizações agissem a serviço das empresas, haveria muito mais recursos sendo destinados a essas instituições”, argumenta.

Recursos internacionais

O lançamento da pesquisa foi acompanhado por um seminário realizado no Instituto Itaú Cultural , em que, entre os temas debatidos, destaca-se a mesa “Sustentabilidade das organizações da sociedade civil e a iniciativa privada”. Nela, representantes da Fundação Avina, Neylar Lins, e do GIFE, Andre Degenszajn, foram convidados a apresentar dados mais contextuais ao estudo.

Um dos pontos centrais postos em discussão foi o da diminuição e saída dos recursos destinados pelas agências de cooperação internacional ao movimento social brasileiro. Segundo levantamento elaborado pelo Instituto Fonte, apresentado pela Neylar, os investimentos estrangeiros para o terceiro setor devem cair 49,9% de 2009 para 2010.

A representante da Fundação Avina explicou que a principal razão para o fenômeno seria o recente desenvolvimento econômico do Brasil, que teria feito do país alvo de ações menos emergenciais.

Além da queda prevista para este ano, a pesquisa constatou que já ouve redução no número de instituições que financiam projetos brasileiros entre 2009 e 2010. Das 30 que informaram os investimentos entre 2007 e 2010, 17% reduziram o montante entre 2007 e 2008 e 43% entre 2009 e 2010. Nesse grupo, apenas 1% das organizações estrangeiras aumentaram os recursos, contra 17% entre 2007 e 2008.

A questão é importante para as organizações associadas à Abong por um motivo simples: agências de solidariedade e cooperação internacional têm sido historicamente seus parceiros. Isto é, menos dinheiro disponível para se manterem.

De acordo com Vera Masagão, como grande parte dos fundos privados destinam recursos para projetos específicos, de curto prazo, o investimento para o desenvolvimento institucional da organização (até então suprido pelas agências) fica empobrecido. Em outras palavras, o dinheiro que entra já está vinculado a um programa e não ao fortalecimento da organização.

Por isso, as organizações sociais brasileiras que dependem de capital estrangeiro devem, como afirma Vera, ampliar o leque de doadores. “O caminho para a autonomia é a diversificação das fontes de recursos, sejam elas públicas, de empresas, pessoas físicas ou próprias da ONG”, aconselha.

Em consonância com as conclusões da Abong, o GIFE lançou no início do ano a Visão do Investimento Social Privado para 2020, que ambiciona um setor relevante e legítimo, abrangendo diversos temas, regiões e públicos, formado por um conjunto sustentável e diversificado de investidores.

Para assegurar essa abrangência é necessário ampliar a prática de doação e diversificar as estratégias de investimento. No entanto, o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti lembra que há um complicador nessa questão: a predominância do investimento corporativo, em comparação ao familiar ou comunitário. “O investimento corporativo, mesmo o mais sofisticado e voltado ao bem comum, tem um limite: a própria marca. É muito raro uma empresa se envolver em causas ou ações sociais que podem gerar conflitos e polêmicas. Assim, é uma tendência destinar recursos a fins consensuais como educação e cultura, cujo potencial de risco é muito menor a temas como reforma agrária e defesa dos direitos humanos”, argumenta. Assim, a Visão dedica-se a alterar esse contexto e estimular a diversidade do setor da filantropia no Brasil. Pesa para os próximos 10 anos, fomentar um ambiente mais propício para a criação de fundações independentes, sejam elas comunitárias ou familiares.

Por:
Camille
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